terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DO TREINO FUNCIONAL PARA O CORPO

O treinamento funcional consiste na prática de exercícios que respeitam os movimentos naturais do corpo: Agachar, empurrar, girar, pular e correr estão entre eles. Combinado com outras variações em meio aos treinos regulares, os movimentos executados devem integrar todos os grupos musculares e não trabalhar músculos isolados.

Os exercícios são executados nos planos baixo, médio e alto, tanto vertical quanto horizontalmente. Para a realização das atividades, o instrutor começa com prescrições utilizando apenas o corpo. Conforme a evolução do indivíduo, ele inclui acessórios e aparelhos para aumentar os benefícios. Os equipamentos devem ser livres, como halteres, cordas, barras, bolas, fitas, cabos, entre outros. A base dos movimentos naturais é o peso do próprio corpo: Diferente da musculação, que trabalha uma região em cada aparelho, esse tipo de atividade exercita os músculos de forma simétrica durante toda a aula.

Muitas pessoas questionam se é recomendável fazer academia e ginástica junto com o treinamento funcional. Fazer musculação para fortalecer as articulações e os tendões e evitar lesões é ótimo, assim como realizar atividades específicas para determinadas regiões como bumbum, pernas, abdômen e ombros. Combinando isso com os exercícios do treinamento funcional, maximizam-se os resultados, secando e definindo o corpo.

Detalhes do treinamento funcional

Treinando funcionalmente, você pode melhorar a coordenação, o equilíbrio, a força e a resistência em todos os membros, assim aperfeiçoando a definição do corpo, aumentando seu desempenho no treino e reduzindo lesões degenerativas e dores. O treino funcional apresenta resultados mais rápidos por conta das diversas áreas em que um mesmo exercício pode trabalhar simultaneamente. Durante esse treino, o sistema neuromotor (pernas e braços trabalhados ao mesmo tempo) é o mais utilizado, gastando mais calorias do que no treino convencional.
Para os que buscam massa magra, um cardápio rico em proteínas e pobre em carboidratos também pode ajudar. A proposta é de uma sequencia de exercícios com maior carga e menor repetição, dando um descanso maior entre os exercícios para que os músculos reponham suas energias.

É possível levar o treino funcional para casa, atentando-se à respiração e a postura, para que os exercícios não tenham seus objetivos invertidos. Com o posicionamento correto, os movimentos se tornam precisos e a eficiência do treinamento é garantida, definindo o corpo em menos tempo e melhorando sua performance, sem machucar as articulações.

Não existem restrições para o treinamento funcional, e não existem distinções entre o treino feminino e o masculino. As mulheres dão ênfase a alguns grupos musculares como o bumbum, enquanto os homens preferem trabalhar o tronco e os braços, mas a base dos exercícios é a mesma. O treinamento também é adequado para todas as idades, sendo adaptado para jovens e idosos. Pessoas que praticaram modalidades esportivas e atividades físicas ao longo da vida se adaptam melhor ao treino.

O treinamento funcional é importante para diversas funções do organismo, além das funções estéticas. É essencial para o relaxamento e bom funcionamento do corpo. Para montar seu treino ou tirar dúvidas sobre a atividade, consulte um educador físico e organize seus exercícios.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Depressão: Benefícios do exercício físico

Por Miguel Lucas em Terapias Psicológicas


A depressão é um problema psicológico que drena grande parte da energia, impedido que a pessoa tenha força de vontade para realizar as tarefas do seu dia-a-dia. A mais simples das atividades como ir ao supermercado, limpar o quintal, ou fazer exercício pode tornar-se assustadora. A perda de energia é uma das principais características da depressão. Desta forma a prática do exercício físico é uma das melhores maneiras das pessoas deprimidas melhorarem o seu humor. Pode parecer paradoxal, mas a prática do exercício físico gera energia.
Na grande maioria das vezes os sentimentos depressivos estão associados à sensação de stress, o que leva algumas pessoas a refugiarem-se e a aliviar a sua ansiedade no excesso de comida. O que conduz a um ciclo vicioso tremendamente negativo. Isto porque a pessoa fica propensa a uma alteração da sua auto-imagem e consequentemente é afetada na sua auto-estima. Mas, qual a razão para que isto aconteça?
Muitas pessoas com depressão têm uma tendência para se auto-regularem através  da comida, eu acho que é uma das razões que está contribuindo para o problema da obesidade. A combinação do aumento de stress, depressão e ansiedade cria uma necessidade premente das pessoas reduzirem estes estados de angustia, e procuram a auto-regulação (alívio), através da ingestão de alimentos. Então, se as pessoas deprimidas começarem a exercitar-se ao invés de ingerirem alimentos em excesso, o que é que acontece fisiologicamente?

Há toda uma série de coisas que acontecem quando começamos a fazer exercício físico.  Quando nos propomos a movimentarmo-mos e a fazer exercício físico, ocorre um estado de excitação geral do corpo. Esta ativação geral, inclui diversos sistemas do corpo. Desde a ativação do metabolismo cardiovascular, vários tipos de alterações endócrinas no cérebro, vários tipos de alterações hormonais e mudanças fisiológicas acontecem um pouco por todo o organismo. Este tipo de mobilização do corpo, faz com que existam igualmente algumas alterações no nosso cérebro, contribuindo para alterações positivas nos estados de humor. O que acontece psicologicamente quando as pessoas começam a exercitar-se?
Depende do grau e nível de exercício. Com o exercício físico moderado, por exemplo fazendo caminhadas curtas de 5 ou 10 minutos, verifica-se alterações significativas em alguns estados de humor primário, materializando-se no aumento de energia. Secundariamente , às vezes verifica-se também uma redução da tensão.
Com o exercício mais intenso, por exemplo, de uma hora de exercícios aeróbicos mais ritmados, há uma redução temporária da energia, verificando-se também uma redução da tensão, mas, muitas vezes, após a recuperação do treino, ocorre um ressurgimento da energia. Dá-se um processo de efeito retardado do exercício físico. Depois da atividade, a pessoa sente-se cansada, com menos energia, mas por um efeito de adaptação, e após um tempo de recuperação, a pessoa sente-se com mais energia e mais resistente. Promovendo o impulso para a acção. Mas  as pessoas deprimidas têm que exercitar-se intensamente para conseguirem um impulso no seu  humor?
Não, mesmo com exercícios de baixa intensidade, verificam-se melhorias muito significativas. Caminhar a um ritmo moderado, e outras vezes mais rápido, por um tempo curto (5- 10 minutos), podendo estes intervalos serem repetidos depois de um períodos de descanso (2-3 ,minutos) e depois nova caminhada de (5-10 minutos), os benefícios irão fazer-se sentir rapidamente,  há um aumento significativo na energia e isto pode ser sentido quase imediatamente.

Quando as pessoas estão severamente deprimidas e diagnosticadas com depressão clínica, é claro que pode não ser tão eficaz como seria para as pessoas com depressão moderada, mas ainda assim terá um efeito bastante significativo. Se num estado deprimido a falta de motivação para a atividade física é um sintoma incapacitante, como é que as pessoas com depressão conseguem começar a exercitar-se?
É um problema com bastante relevância, porque quando você está deprimido, você não tem energia. Quando você pensa sobre ter de fazer exercício físico, e sente que não tem energia para o iniciar, emerge um sentimento de incapacidade e de paralisia da vontade, o que se torna paradoxal. Aquilo que mais necessita fazer, é aquilo que menos vontade tem para realizar. O que eu sugiro, é que comece muito devagar, pouco a pouco, saia de casa e caminhe, dê  alguns passos à volta da sua casa, ou numa rua perto. Assim que comece a movimentar-se um pouco, irá começar a sentir-se diferente, irá começar a sentir pequenas alterações de energia e vontade, o que lhe permite pouco a pouco ir aumentando a distância e tempo da sua caminhada ou outro tipo de exercício físico.
A investigação que existe na área é credível o suficiente para mostrar os efeitos positivos do exercício físico para melhoria da depressão? Por outras palavras, os psiquiatras, psicólogos devem devem prescrever a prática do exercício físico para a recuperação e tratamento da depressão?

Absolutamente, eu tenho a plena convicção que qualquer tipo de profissional que esteja a ajudar uma pessoa com depressão ou (deprimida), uma coisa importante que deve fazer é colocá-la ou incentivá-la a aderir a um programa de exercício físico. O exercício é vital. Caso, esteja a ser acompanhado por um profissional no tratamento da depressão, se não lhe foi prescrito a prática de exercício físico ou se não foi incentivado a iniciar um programa de exercício físico, aconselho-o a pensar no assunto, e/ou a discutir a ideia com o profissional que o acompanha.
O exercício deve ser parte integral de um plano de tratamento para a depressão. A utilização exclusiva de exercícios físicos para a depressão pode ser um problema, por várias razões, pelo que é desaconselhado, reduzir o tratamento apenas à prática de exercício físico. Mas ainda assim, deve ser parte de um plano completo de tratamento. Acredito, por experiência da minha prática no tratamento a pessoas que sofrem de depressão, que a prática de exercício físico aumenta a eficácia do tratamento, e consequente a recuperação da depressão, desde que devidamente incluindo com as outras estratégias psicológicas e comportamentais do programa.

A pesquisa mostra que o exercício:

  • Tem efeitos positivos em alguns neurotransmissores tal com alguns medicamentos antidepressivos.
  • Produz substâncias químicas no cérebro, chamadas de “endorfinas”, que promovem a sensação de bem-estar e satisfação.
  • Liberta a tensão nos músculos. A tensão muscular  contribui para a dor relacionados com a depressão e insónia.
  • Reduz os níveis do hormonas do stress, como o cortisol, aliviando os sentimentos de ansiedade e agitação.
  • Aumenta a temperatura do corpo, promovendo a sensação de relaxamento. Produz efeitos calmantes.
     
     
    Além desses benefícios fisiológicos, a prática do exercício físico pode promover também as seguintes alterações positivas,  psicológicas e emocionais:
     
    • Distração. Um dos efeitos mais debilitantes da depressão é que ela faz com que você se concentre no que está errado e levando-ao a persistir no pensamento negativo. O exercício físico leva a que você se concentre  noutra coisa durante a sua prática. Com a abordagem certa, pode ajudá-lo a encontrar algum prazer, destacando-se positivamente dos seus problemas.
    • Confiança. A desesperança, desamparo, fadiga e depressão, levam com frequência as pessoas a abandonar as suas atividades normais, levando a uma perda de auto-confiança. Ao definir e atingir uma meta, como uma pequena quantidade de exercício a por dia, você pode começar a reconstruir a confiança e auto-eficácia. Isto porque percebe que afinal consegue fazer alguma coisa para melhorar a sua condição.
    • Auto-respeito. Como as pessoas se afundam mais com a inatividade, elas começam sentir-se inúteis e sem valor, podendo mesmo vir a desprezarem-se a si mesmo. As pessoas deprimidas por vezes podem recorrer ao abuso de drogas ou outros comportamentos auto-destrutivos para gerir estes sentimentos de incapacidade e depreciativos. O exercício físico pode oferecer uma alternativa positiva para estas estratégias negativas de enfrentamento. Aproveitando o seu tempo para fazer algo de positivo, pode ajudar-se a si mesmo todos os dias,  pode ajudar-se a  reconectar-se com a parte de você (sim, porque certamente você quer melhorar)  que quer ser saudável e produtiva.
       
    Mas se você já está deprimido, tal como já referi, o exercício físico pode ser a última coisa que você quer fazer. Você pode sentir-se cansado e pessimista, pensando que o exercício não será capaz de ajudá-lo. Estes pensamentos são normais para pessoas com depressão, fazem parte da “batalha mental” que você vai enfrentar quando se propuser ou iniciar um programa de exercício físico. Como posso então superar estes pensamentos? 


    Escolha o lado do seu bem-estar

    Você pode vencer a inércia mental e física que muitas vezes o impede de fazer o que pode para se ajudar a si mesmo. A primeira coisa que tem a fazer é decidir de que lado você quer estar: no lado do seu próprio bem-estar, ou do lado da sua depressão. Isso soa como uma decisão simples e óbvia, mas quando se trata de colocar os ténis e fato de treino e fazer realmente alguma coisa, pode exigir um verdadeiro ato de fé, especialmente se você já tentou começar a exercitar-se no passado e fracassou. A depressão faz com que se foque sobre o quão mal você se sente, como tudo parece perdido, e o quão patético e não-merecedor você é por não poder fazer o que  precisa ser feito. Esses sentimentos e pensamentos podem parecer mais “reais” e “honestos” para você, do que qualquer coisa positiva que possa dizer para si mesmo.
    Quando você está lutando contra um adversário tão poderoso como a depressão, é preciso conhecer o inimigo e as suas fraquezas. É importante saber como lidar com a depressão. Use essas informações (como alarmes) para escolher estratégias eficazes e contribuir para o seu bem-estar. Como os sintomas mais preocupantes da depressão são emocionais e cognitivos, as pessoas muitas vezes esquecem que a forma como elas pensam e sentem as coisas, está diretamente relacionado com o que está acontecendo, quimicamente, no seu cérebro e no seu corpo.
    Encontre uma maneira de se distrair dos pensamentos, o tempo suficiente para conseguir praticar a sua sessão de exercícios iniciais. Para fazer isso, lembre-se que os pensamentos negativos são a sua depressão a falar (a manifestar-se), não a parte de você que quer ser saudável e se preocupa com o que lhe acontece. Quando os pensamentos negativos tomam conta de si, pare, respire fundo, e tome a decisão de estar do seu próprio lado, faça isso desta vez, mesmo que você não ache que isso vai ajudar.

    Entre em ação e exercite-se

    Agora que você já sabe porque o exercício é tão importante para superar a depressão, e os benefícios associados. Mas, tal como já referi anteriormente,  como é que você pode começar, quando as coisas mais simples, como tomar banho ou vestir-se de manhã, parecem ser um trabalho de hércules?
    A resposta é: Just do it! (simplesmente faça).  Lembre-se, você já decidiu que vai estar do seu próprio lado. Isto é, você pode decidir o que é melhor para si, mesmo não lhe apetecendo. A questão aqui não é se você pode ou não reunir a força de vontade para fazer exercício físico, é sobre dar a si mesmo uma boa oportunidade para ver se pode realmente ajudar.

    Para facilitar isso, apresento algumas sugestões para ajudá-lo a tirar o máximo proveito do seu programa de exercício físico:

    • Converse com o seu profissional de saúde antes de iniciar um programa de exercícios. Encontre atividades que você gosta (ou que você gostava, quando não estava deprimido). Pode ser passear o cão, brincar com os filhos, dar um passeio de bicicleta, ir a pé ao supermercado, trabalhar no jardim, qualquer coisa que anteriormente lhe dava prazer e alegria. A última coisa que deve fazer é exercer pressão sobre a prática de exercício físico ao ponto de lhe parecer mais outra coisa que você “deve” fazer. O exercício deve ser encarado como uma as boas coisas do dia.
    • Estabeleça metas razoáveis. Você não tem que comprometer-se a 60 minutos de exercício físico intenso todos os dias. As pesquisas indicam que pelo menos 30 minutos por dia resulta em benefícios elevados no alívio da depressão, mas você não tem que começar com grande intensidade. Comece com um nível de duração e intensidade que seja confortável para si, em que você tenha a certeza que  pode gerir facilmente na maioria dos dias, e faça.
    • Identifique os potenciais problemas e barreiras com antecedência. Crie um “Plano B” para lidar com essas barreiras antes que elas aconteçam. Se o seu maior problema está com que você não se exercite, pense sobre como é que pensa quando isso não acontece, e tente descobrir como fazer isso acontecer com mais frequência. Se você precisa de alguém para às vezes lhe dar um empurrãozinho, arranje um colega para o exercício físico ou alguém que você pode chamar para uma conversa animada.  Se você gosta de praticar o exercício físico ao ar livre, mas o clima é inconstante, encontre algumas alternativas para que se possa exercitar em casa.
    • Prepare-se para os retrocessos e recaídas. O exercício regular nem sempre é fácil ou divertido. É comum por vezes quebrar com o programa que estabeleceu e pensar que você é um fracasso, ou de que nada funciona. Mas não desanime, não conseguir uma vez, não quer dizer que tudo está perdido, foi apenas uma desmotivação momentânea. Dê a si mesmo todo o crédito pelas vezes que você consegue fazer o exercício e, principalmente, os momentos em que consegue voltar a exercitar-se, depois de parar um ou dois treinos. Mantenha um registo escrito dessas vezes, com algumas notas breves sobre a forma como você se sentiu depois, e olhe para o que escreveu quando esses sentimentos negativos surgirem novamente.
       
    Se você for como a maioria das pessoas que pretendem superar a depressão, acreditando (e fazendo) a maioria das coisas  aqui apresentadas, vai sentir-se um pouco estranho e desconfortável no início, especialmente se você já lidou com a depressão crónica por um longo tempo. Mas se conseguir  reestruturar o seu pensamento de forma a acreditar que as coisas podem mudar para melhor, o resultado vai provar que os seus esforços valem bem a dedicação.


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Preparação física no Muay Thai, como ela deve acontecer

As lutas vêm ganhando muitos praticantes nos últimos anos. Graças ao destaque que estas passaram a receber da mídia em geral, modalidades como o Muay Thai passaram a ser muito mais procuradas. Com isso, a preparação física para estas, mesmo que em título de recreação, ganhou bastante procura. No geral, a preparação física no Muay Thai é bastante complexa, por ser um esporte altamente dinâmico e onde a força, potência e resistência, são fatores fundamentais, tão importantes quanto a técnica.
Assim sendo, é muito importante que alguns aspectos sejam trabalhados de maneira correta na preparação física no Muay Thai para que possamos ter resultados mais adequados e principalmente, para que o praticante tenha uma vida útil mais longa, sem a presença constante de lesões.
Veja os princípios da preparação física no Muay Thai que precisam sempre serem levados em conta!

Preparação física no Muay Thai, princípios básicos

De maneira geral, o primeiro passo para qualquer preparação física é avaliar quais as solicitações de cada esporte. No caso do Muay Thai, temos um esporte de muita força e potência, que tem uma duração de 5 rouds, de 3 minutos cada um. Desta forma, temos uma solicitação puramente anaeróbica, onde teremos uma base de trabalho. Então não há a necessidade de um trabalho aeróbico? Em suma não, mas os treinos intervalados de alta intensidade, por exemplo, serão eficientes para a melhora desta condição também.

Veja agora os princípios básicos da preparação física no Muay Thai!

1. Desenvolvimento gradual:
Este é o ponto básico de qualquer preparação física. Mas aqui quero mostrar muito mais do que apenas a questão da progressão das cargas. A seleção das capacidades físicas a serem trabalhadas é um ponto muito importante também. Por exemplo, o Muay Thai se destaca por sua utilização constante de potência. Mas jamais iremos ter um trabalho totalmente focado na potência já no início da periodização. Antes disso, temos de trabalhar com fortalecimento muscular, resistência de força e muscular, força pura, para daí então, termos um trabalho com maior foco em potência.
Somente em caso de uma periodização ondulatória é que teremos um método diferente. É lógico, que isso será trabalhado no contexto do Muay Thai, para que não tenhamos perda de desempenho. Além disso, toda a questão do volume e intensidade do treino precisam estar adaptadas a isso. 

2. Movimentos funcionais:
Dentro da preparação física, cada vez mais temos um aumento da utilização funcional da preparação física. O que seria isso na prática? Usar movimentos que tenham uma boa possibilidade de transferência de força e energia, que auxiliem na melhora da técnica e que no contexto do esporte, trabalhe dentro de sua solicitação específica. Por exemplo, na preparação física no Muay Thai, ao invés de usarmos a cadeira extensora para desenvolvimento da força na extensão de joelho, iremos dar prioridade ao agachamento, que integra mais músculos e está melhor inserido no contexto do esporte, já que ele proporciona uma transferência de força para a realidade do Muay Thai. 

O mesmo vale para treinos de membros superiores, onde os movimentos compostos, com a participação de mais de uma articulação, são mais eficientes, por envolverem mais unidades motoras. É importante salientar que em dadas situações de fortalecimento muscular ou de recuperação, isto pode mudar completamente. 

3. Integração das solicitações motoras e físicas:
De uma maneira geral, a preparação física precisa estar integrada ao treinamento em geral. Neste sentido, salvo alguns casos, integramos diversas situações, como por exemplo o trabalho de força com resistência, de potência com força e assim por diante. Isso porque durante as solicitações da luta, não haverá uma separação entre estas solicitações e na preparação física, isso precisa ser levado em conta.
Além disso, hoje com a integração da funcionalidade e da preparação física, muitas vezes usamos treinos compostos por diversos movimentos e diferentes solicitações físicas. Isso faz com que a integração com a realidade de luta seja muito mais facilitada.
Como integrar a preparação física no Muay Thai com os treinos técnicos?
Esta talvez seja uma das questões mais importantes da preparação física no Muay Thai. De maneira geral, temos de procurar uma integração onde possa ocorrer a supercompensação e a o desenvolvimento físico e técnico. Aqui a integração entre estes dois tipos de treino é fundamental. Por exemplo, se você treina 3 dias por semana o Muay Thai, tem pelo menos mais 2 ou 3 para a preparação física.
Porém, se você fizer isso, tem que saber que poderá haver a interferência de um treino em outro, dependendo de seu nível de desenvolvimento.  
Além disso, sua rotina também precisa ser levada em conta. Se você trabalha muito e tem dificuldades em manter uma rotina de treino, precisa ter a clareza que não adianta tentar treinar todos os dias. Sua periodização será quebrada se você não manter a rotina de treinos.

 Neste sentido, esta integração entre os treinos técnicos e físicos, é muito importante levar em conta qual é seu objetivo com o Muay Thai, como ele se adequa a sua rotina. Por isso, é muito importante que esta integração seja individual, de acordo com as suas necessidades.

 Perceba que a preparação física no Muay Thai é bastante complexa e que não existem regras prontas. O mais importante é a integração dela com os treinos de Muay Thai, seguindo uma periodização e principalmente, levando em conta as especificidades do esporte. Sem isso, não é possível ter um treino de alta qualidade!


Levando em consideração os pontos abordados no artigo, fica muito claro que o treinamento funcional, é o método de treinamento mais indicado, no processo de preparação física de atletas de Muay Thai. 

O treinamento funcional, proporciona uma transferência de força, potência, agilidade e resistência para a realidade do Muay Thai, potencializando os resultados, prevenindo lesões e aprimorando tecnicamente os movimentos básicos utilizados nessa modalidade. 

Acesse a minha página no Facebook e veja o vídeo das atletas Ana Dias e Bruna Meurer, no qual estão utilizando cargas para executar ações motoras específicas do Muay Thai. https://www.facebook.com/personaltrainerdiegobarros/

Bons treinos!!!

Personal Trainer Diego Barros


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Diferenças entre anabolismo e catabolismo

Muitas pessoas têm dúvidas entres as diferenças de anabolismo e catabolismo. Eles são estados diferentes que avisam se o corpo está construindo ou perdendo tecido muscular.
Isto acontece, por exemplo, quando uma pessoa está tentando ganhar peso, para isso é necessário maximizar o tempo em que o corpo fica no estado de construção muscular, de forma que os resultados sejam mais satisfatórios. A maneira que a pessoa come, treina e descansa influencia diretamente nesse processo.






O catabolismo é o estado do corpo onde degenera o tecido muscular. Sempre que uma pessoa treina, como a musculação, por exemplo, o corpo está fadigando os músculos. Quanto mais longo e difícil for o treino, mais dano é causado ao tecido muscular. Outros fatores também ajudam a contribuir para que o corpo fique em estado catabólico, como a alimentação incorreta e a falta de descanso.
Já o anabolismo, é aquele estado em que o corpo cria o tecido muscular. Quando o indivíduo descansa, o corpo começa a reparar o tecido muscular danificado. Dessa maneira, é durante o repouso, e não no exercício, como muitas pessoas pensam em que o corpo desenvolve a massa muscular.
Existem algumas formas que ajudam a deixar o corpo em estado anabólico por mais tempo, ajudando assim, a ganhar ainda mais massa muscular.







Dicas para manter o corpo em anabolismo

O primeiro passo e essencial é a alimentação. Isso porque se alimentar bem é fundamental. Deve comer entre três em três horas. Pois, quando uma pessoa não realiza a refeição por um período longo de tempo, o organismo começa a utilizar o tecido muscular como fonte de energia (catabolismo). Então, a melhor maneira de evitar que isso aconteça é se alimentar várias vezes por dia, começando pelo café da manhã. Pois, essa é uma das refeições mais importantes, da qual muitas pessoas a pulam por achar desnecessária.
É extremamente errado pular o café da manhã. Quando acordamos, o corpo está há um tempo muito grande sem receber nutrientes, e por isso já entrou no catabolismo. Então, é preciso se alimentar rapidamente, para poder conseguir entrar em estado anabólico de forma mais rápido possível.

Controlar o tempo de treino também é fundamental. Não é correto treinar por mais de 90 minutos, o ideal é aproximadamente 60. Isso se explica, pois quanto mais treinar, mais os músculos se degeneram. Se o desejo é ganhar massa muscular, precisa saber que o treino não passa de um estímulo.
Pois, a partir do momento conseguir estimular os músculos para crescer, o resto do treino se torna em um desperdício. Quem passa horas na academia, pode aumentar a intensidade do treino e diminuir a duração.

 Quando acabar os exercícios é necessário que o corpo receba o devido descanso aos músculos. Pois somente assim, eles irão se desenvolver satisfatoriamente. É preciso dormir ao menos oito horas por dia, e saber dividir o seu treino com inteligência, evitando que o corpo trabalhe os mesmos grupos musculares em dias seguidos. Pois, como já dito anteriormente, ninguém cresce na academia, mas fora dela.

Fonte:  http://massamuscular.blog.br/diferencas-entre-anabolismo-e-catabolismo/

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Bons treinos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Vídeos históricos do Joseph pilates. Aulas de ginástica calistênica - Precursor do Treinamento Funcional moderno

Joseph Hubertus Pilates foi o inventor do método Pilates de condicionamento físico. Nesses vídeos ele aparece dando aulas de ginástica calistênica. Chama a atenção que em muitos exercícios são trabalhadas técnicas de acionamento de Core. Realmente era um homem muito a frente do seu tempo. Deixou um legado fantástico.


"Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem". (Joseph Pilates).

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Treino de glúteos - evitando a Amnésia Glútea

Bom dia. Especialmente para as meninas, separei esse vídeo de treino funcional para trabalhar glúteos da atleta Mexicana de fitness Ana Mojica.

Além de questões estéticas, qual a importância de ter uma musculatura de glúteos bem fortalecida?

A principal, é evitar um quadro clínico conhecido como amnésia glútea. Amnésia glútea são quando os glúteos são poucos desenvolvidos e atrofiados. Isso acontece com mais frequência, com pessoas sedentárias e que em geral trabalham sentadas.

Quais as consequências da Amnésia Glútea para a saúde?

Esse quadro, gera um aumento de sobrecarga  no quadril, coluna e joelhos, além de poder causar desvios posturais significativos, podendo afetar a estabilidade da coluna vertebral.


Os glúteos são compostos pelo glúteo máximo, médio e mínimo. 
  • O glúteo máximo é o maior e mais importante extensor e rotador externo do quadril. Geralmente é ativado quando o quadril está em posição de flexão para realizar a extensão.  Ex: subir escada e andar de bicicleta. 
  • O glúteo médio é o principal abdutor e estabilizador primário do quadril e da pelve.  O músculo pode ser dividido em duas partes funcionais: uma porção anterior (flexiona, abduz e roda internamente o quadril) e outra posterior (estende e roda externamente). 
  • O glúteo mínimo é um músculo bastante fino e é o maior rotador interno do fêmur. Auxilia o glúteo médio no suporte pélvico.
 Agora você já sabe da importância de treinar glúteos, além dos benefícios estéticos que esses exercícios proporcionam.

Muito importante lembrar que homens também tem glúteos...kkkk. Embora não gostem de treinar por achar que isso pode ferir a sua masculinidade (pensamento e desculpa absolutamente sem fundamento), devem treinar esse grupo ao menos duas vezes na semana. Os homens são as principais vítimas da Amnésia Glútea e os que mais sofrem com as suas consequenciais.

Vamos treinar glúteo???



Bons treinos!!!

Personal Trainer Diego Barros 019513-G/SC
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Referência:

http://revistapilates.com.br/2014/10/01/gluteos-pouco-desenvolvidos-ou-atrofiados/

https://www.youtube.com/watch?v=ky6xMeWM0wM

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Treino Funcional Cárdio

O Trabalho de cárdio no Treinamento Funcional, pode ser desenvolvido em um treinamento específico, aplicando exercícios de alta intensidade, seguidos por um curto intervalo de recuperação (muito parecido com o famoso HIIT). Pode-se fazer 10 rounds intercalando afundo pliométrico alternado, flexão de braço e abdominal oblíquo em posição de prancha). Cada round dura aproximadamente 1 minuto  e tem 30 segundos de descanso ao término. Quando concluir os 10 rounds descansa de 2 a 3 minutos e é feito mais 10 rounds de outra combinação de exercícios. É um treino muito intenso, de grande queima calórica (mais de 800 calorias de gasto energético) e proporciona muita aceleração metabólica, geralmente indicado para alunos mais avançados. 


Para alunos iniciantes uma alternativa é ir introduzindo o treino cárdio aos poucos, inserindo alguns rounds de cárdio (4 ou 5) nas aulas de funcional, alternando com exercícios que não sejam aeróbicos... ex: Faz 4 rounds de um treino cárdio, descansa 1 minuto e inicia uma sequencia de flexões de braço, intercalados com  abdominais. Seria um treino conjugado, utilizando os exercícios dos dois vídeos. O trabalho de cárdio deve ser implementado de maneira gradual quanto a duração e intensidade, respeitando os limites e o nível de condicionamento de cada aluno. 




É muito importante ressaltar que esse trabalho deve ser muito bem orientado por um professor de Educação Física, para potencializar os resultados de maneira segura.

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Personal Trainer Diego Barros 019513-G/SC