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Um corpo saudável e bonito é assunto relevante para quem malha ou não. E
novas modalidades, aulas e propostas para entrar em forma aparecem com
frequência e logo recebem o aval de personalidades, que precisam exibir
silhueta sempre em dia.
Pois a nova moda atende pelo nome de treinamento funcional, praticado
por atrizes, modelos e cantoras no Brasil e no mundo. Flávia Alessandra
recentemente passou a usar manequim 36 e concede os méritos do corpo
mais enxuto à modalidade. Juliana Paes perdeu os quilos conquistados na
gestação e Deborah Secco esculpiu as formas, ambas da mesma maneira. A
top model Bar Refaeli, a cantora Gwen Stefani e Jennifer Lopez também se
declaram praticantes.
O treinamento funcional trabalha o corpo como um todo e não apenas
grupos musculares isolados. "Explora o corpo de forma integrada e
diversas capacidades, como força, resistência, agilidade", explica
Alessandro Melo, coordenador personal da Reebok Academia. Essa é a
principal diferença em relação aos outros tipos de exercícios, e pode
ser comparado a outras práticas como Pilates e ioga, no conceito global,
mas não nas atividades propostas. Entenda o que é, quais os benefícios e
desvende um pouco do mistério em torno do corpo escultural de algumas
das mulheres mais bonitas do mundo.
O que é
É uma proposta criada pelo americano Gray Cook há mais de uma década,
batizada de Functional Movement System (Sistema de Movimentos
Funcionais), que propõe que os movimentos feitos pelo corpo sejam
corretos. A melhor imagem para definir são os movimentos feitos por
crianças que agacham de maneira correta, são elásticas, mantêm a coluna
ereta, só para citar alguns exemplos. Com o passar dos anos, o corpo vai
se adaptando a posturas e movimentos errados que levam a desequilíbrios
de força, redução de agilidade ou mesmo lesões, entre outros problemas.
Mesmo quem mantém rotina de atividades físicas pode estar sujeito a
tais questões. Há pouco mais de dois anos, ganhou notoriedade com o
lançamento do livro Movement (Movimento), que reuniu pela primeira vez
as pesquisas, exercícios e proposta do Treinamento Funcional.
O que propõe
Por meio de uma avaliação, chamada de Functional Movement Screen,
composta por sete movimentos naturais do corpo, são avaliadas as
condições gerais, como força, resistência e agilidade. "Nesse trabalho
podem ser diagnosticadas lesões, assimetrias ou outras deficiências que
serão trabalhadas com exercícios, aumentando a eficiência dos resultados
e evitando lesões", explica Alessandro Melo, coordenador personal da
Reebok Academia.
Musculação funcional
O termo correto que descreve o método é Treinamento Funcional, mas
muitos profissionais associam o método a exercícios da musculação
tradicional, o que popularizou o termo 'musculação funcional'.
Principal diferença
Exercícios de musculação geralmente são localizados, focando a força em
um determinado músculo. Já os exercícios do treinamento funcional focam
em cadeias musculares, são bem variados e envolvem, além da força,
equilíbrio, agilidade, consciência corporal, entre outros fatores. "Os
exercícios são complexos e exigem consciência corporal", explica o
personal trainer Rafael Lund, que treina as atrizes Flávia Alessandra e
Deborah Secco.
Benefícios
O corpo simplesmente passa a se movimentar melhor. Parece pouco, mas
significa que tudo estará em equilíbrio. "O principal é preparar o corpo
para movimentos mais próximos daqueles que usamos no dia a dia. A ideia
é focar nos padrões fundamentais do movimento humano, como empurrar,
puxar, agachar, girar, lançar, entre outros", diz Rafael Lund. A
proposta vai além da estética. "É algo para gerar benefícios para o
resto da vida, não apenas um resultado imediato. Vai fazer melhor
atividades como praticar esportes, trocar uma lâmpada, pegar coisas no
alto", enumera Alessandro Melo.
Redução de riscos
Uma das principais propostas do Treino Funcional é a de evitar lesões no
corpo. Elas geralmente acontecem porque músculos e articulações muitas
vezes ficam limitados a movimentos feitos em diversas modalidades, como a
musculação, por exemplo. "Quando o corpo precisa se movimentar fora
daquele padrão, aparecem as lesões", explica Alessandro Melo. O
profissional conta sua experiência pessoal de ter desenvolvido duas
hérnias de disco na região lombar mesmo sendo ativo e estando em forma.
Isso aconteceu devido à falta de mobilidade nos quadris e encurtamento
de alguns músculos que não eram trabalhados em treinos de musculação
tradicional. Além da rigidez e encurtamento, são comuns problemas de
compensação, quando o corpo tem mais força de um lado do que do outro. O
treinamento funcional é empregado no preparo de atletas de elite em
diversas modalidades, pois preparadores físicos e empresas preferem
manter esportistas longe de lesões, o que significa perda de
oportunidades e dinheiro gasto com tratamentos, muitas vezes, longos.
Modismo
Assim como aconteceu com o Pilates e a ioga, cujos exercícios mais
difíceis, muitos dos quais se pareciam com acrobacias circenses, eram
tidos como meta geral dos praticantes, no Treino Funcional, movimentos
realizados com o corpo suspenso são normalmente divulgados como centrais
para a prática. Eles podem ser feitos e fazem parte da proposta, mas
existem exercícios mais simples, como agachamentos, entre outros, que
geram os resultados esperados. "Muitos pensam em fazer coisas
impossíveis e que os movimentos devem ser difíceis, mas não é esse o
objetivo", diz o personal trainer da Reebok.
Isso também não significa que não se deve almejar as posições mais
difíceis". Como são exercícios dinâmicos e muitas vezes desafiadores,
fazem com que o aluno queira ir cada vez além. É um dos aspectos
principais, o aluno querer evoluir cada vez mais no grau de
dificuldade", explica Rafael Lund.
Quem pode praticar
Segundo Rafael Lund, qualquer pessoa, independentemente de idade ou
gênero. O que diferencia o treino de uma pessoa para outra são os
exercícios e o grau de dificuldade destes para atingir o objetivo.
Como são as aulas
Não existe um padrão, pois os exercícios são definidos de acordo com as
necessidades do aluno. Em geral, faz-se muitos tipos de agachamentos,
exercícios de sustentação do corpo e de puxar e empurrar.
Diferença em relação à musculação tradicional
Além do trabalho global do corpo, o treinamento funcional pede que o
aluno aprenda a executar um movimento corretamente, para depois
acrescentar a sobrecarga. Por exemplo, num agachamento, a pessoa deve
conseguir flexionar os joelhos, mantendo a coluna ereta e, quando
realizar a descida com perfeição, poderá contar com auxílio de pesos
para potencializar resultados. Na musculação tradicional, existe a ideia
de que a conquista da força muscular é que irá corrigir o movimento
incorreto, o que pode levar a lesões.
Abordagem global
Alguns críticos do Treino Funcional afirmam que movimentos sempre feitos
nas academias ganharam apenas uma nova etiqueta para cair na moda. O
fato é que o método propõe buscar o equilíbrio em movimentos naturais ao
corpo, daí a confusão. "Existe, sim, uma volta a padrões de movimento
já utilizados em treinamentos de diversas modalidades e aspectos de
tratamento fisioterápico, mas com uma proposta um pouco diferente e mais
estudos científicos que justificam e alinham o trabalho", explica
Rafael Lund.
Aparelho
O principal aparelho usado nos exercícios é o peso do próprio corpo. Mas
conta-se com auxílio de equipamentos como Cross Core, Bosu, entre
outros, que levaram o treinamento funcional a outro patamar. Mas pode-se
usar qualquer objeto que esteja disponível, como pneus, barras,
barreiras. O equipamento TRX é um dos mais procurados por celebridades e
que chama atenção por ser um treino suspenso, onde o corpo realiza
movimentos, como simulando remadas, usando o próprio peso. Outro
aparelho que se integra à proposta é o Keiser, que possibilita treinar a
força sem trancos ou impactos devido a um sistema pneumático.
Diferentemente dos aparelhos de musculação convencionais, não mascaram
encurtamentos ou diferenças de forças entre os lados do corpo, por
exemplo.
Mescla de propostas
A prática do treinamento funcional, em geral, não irá resultar em um
abdômen sarado. O principal objetivo é o de melhorar os movimentos do
corpo de maneira geral. Portanto, a maioria dos alunos opta por um
trabalho conjugado, misturando o treino funcional com a musculação ou
outras modalidades. "Se o treino funcional for intenso, ajuda no
emagrecimento, mas se a ideia for focar em alguma área específica, como
ganhar massa nos braços ou glúteos, precisa completar com outras
atividades", explica Alessandro Melo. "No meu trabalho, não crio
distinções entre os métodos de treinamento. Normalmente misturo um pouco
de tudo para atingir o objetivo do aluno. Funcional, convencional,
lutas, esportes com bola, até mesmo ioga ou Pilates", disse Rafael Lund.
Fonte: http://beleza.terra.com.br/corpo-em-forma/treino-funcional-conheca-a-malhacao-que-esculpe-o-corpo-das-famosas,e379880e41399310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html